O Prólogo que atrasou-se
Posted: terça-feira, 22 de junho de 2010 by Bruno Ricardo in
Não me comprometo a dizer exatamente qual a minha intenção ao criar esse espaço. E não diria que o criei, perdoe-me, porque agora mesmo percebo que todos os espaços são preexistentes e nós, como bons colonizadores que somos, apenas nos ocupamos deles.A saber, sou somente a sombra de um garoto humano: um menino preguiçoso porém pretensioso, num nível elevado para as minhas poucas e desconhecidas habilidades, para as minhas potencialidades ainda ocultas nas brumas da divagação.
Tentando me justificar, digo que é provável que a pretensão seja fruto do descaso ou mesmo da minha preguiça, esta companheira imoral, ou quem sabe seja característica inata à faixa etária. Mas tentarei acalmar o ego, o deixarei quieto, sentado num canto da sala, com os olhos voltados pra uma parede qualquer. Aqui ele não falará, espero.
Pouco sei das coisas do mundo, admito, pois a transição é uma fase difícil da vida, as experiências são escassas e vagas e, em minha timidez, tantas vezes eu as evito, que não se aprende muito vivendo assim. E, sendo uma transição, afirmo que a minha confusão é tamanha que, para onde quer que eu esteja indo, confesso que sequer me lembro de onde eu parti. Assim, nesse meio sofrido por onde caminho só me resta especular sobre tudo e todos, depois sobre mim mesmo, na tentativa de entender as menores questões circundantes.
Nesta desolação infinita eu habito. Este é o local confuso onde me encontro no momento. Por companhia diária tenho a perversão solitária desses dias que correm, se vão numa terrível rapidez.
Por isso mesmo, face a essa efemeridade, sob a forma de palavras ou disfarçada em outros meios que esse mundo multimídia nos oferece, expresso aqui a minha empobrecida visão sobre o que me rodeia exteriormente e talvez sobre aquilo que perturba o meu interior juvenil, já não tão jovem assim. E sendo a minha visão, é possível que eu esteja enganado.
A mim pouco importa as regras do “escrever bem”. A gramática falha quando o coração quer se expressar. Há poucas palavras inventadas para dizer aquilo que é surdo aos ouvidos e a mente, mas que soa musicalmente inteligível ao espirírito. Logo, não me culpe se as idéias aqui não fizerem sentido, porque é desta forma que elas se apresentam a mim. Esta sinceridade é a minha intenção fundamental. As minhas verdades são confusas, muitas delas são mentiras, mas eu as mostrarei em sua essência.
Isso mesmo! Agora sei o propósito de tantas letras: aqui pretendo vomitar meus atuais pensamentos, produtos dessa convulsão existencial em que vivo.
Portanto, se as palavras apresentarem-se em uma repetição infantil, se os termos tornarem-se contraditórios, nunca vulgares, e a coerência morrer no vazio, por favor não me julgue mal. Não gosto de estudar, não me preocupo com nada além da forma. Para mim, o conteúdo racional é irrelevante, porque os homens são máquinas de sonhar e amar. A razão é contrária a natureza humana, se não totalmente, mas em boa parte. Logo, não seria diferente aqui: expressarei abertamente o meu descaso quanto ao pensamento mecanicista, nesta tentativa de dar forma escrita aos meus devaneios.
Por favor, não me cobre respostas ou me maltrate por admitir isso. Juro que não sou nenhum insano, tampouco assassino desta língua, herança latina de além mar. Por nada disso me condene, pois sou de antemão o carrasco de mim mesmo, sendo somente eu, o fantasma sem talento de um escritor suicida.
"Eu sou apenas a mão que escreve"

A mim pouco importa as regras do “escrever bem”. A gramática falha quando o coração quer se expressar. Há poucas palavras inventadas para dizer aquilo que é surdo aos ouvidos e a mente, mas que soa musicalmente inteligível ao espirírito. Logo, não me culpe se as idéias aqui não fizerem sentido, porque é desta forma que elas se apresentam a mim. Esta sinceridade é a minha intenção fundamental. As minhas verdades são confusas, muitas delas são mentiras, mas eu as mostrarei em sua essência.
Muito bom!
Junior.