O Assassínio de Bruno Ricardo S. Costa
Posted: sexta-feira, 13 de maio de 2011 by Bruno Ricardo in
0
O quê significa ser verdadeiramente inteligente?
Por que a abominação ao esforço necessário?
Por que o excesso de fantasias mentais, sabotando a realidade?
Por que motivo encontro-me neste mundo? Será que todas essas distorções de comportamento são expressões do acaso natural?
Por que a abominação ao esforço necessário?
Por que o excesso de fantasias mentais, sabotando a realidade?
Por que motivo encontro-me neste mundo? Será que todas essas distorções de comportamento são expressões do acaso natural?
Coisas que eu não sei definir ou explicar o sentido, conceituar, de modo simplista, que proporcione entendimento, quem sabe a mim mesmo.
Por que, eu, sempre impelido à mentira? Por que não sou bom o suficiente, sequer para amar?
Quem sou realmente? Essa capa de defeitos incômodos ou além disso há alguém digno de carregar um espírito? Dessa última afirmação, eu duvido da veracidade.
Quem sabe eu estou destinado a grandes coisas ou ao total fracasso, opção mais realista que a anterior?
De onde vem tanto sono, tanta preguiça? E esta inércia moral que me torna diferente de todos os outros. O que realmente impede-me de ser, satisfatoriamente, um ser humano?
Sou filho do homem, mas sinto-me afastado do mundo, impulsionado por desejos que jamais se concretizarão. Sou filho dessa vontade, que se realiza em si mesma, que se alegra no não-realizar-se. Dessa busca obcecada por motivos, por planos, e o prazer quase espiritual em vê-los frustrados ao primeiro impasse nas negociações com a minha ínfima força de vontade, somente por saber que, dessa maneira, haverá outros planos para sonhar, apenas, outros sonhos para frustrar. Sempre foi assim. E eternamente permanecerei a ver os barcos no horizonte, rumo ao leste e a felicidade a afastar-se do cais, levando consigo pedaços arrancados de meu coração.
Saudades da minha tristeza. Eu poderia ter me transformado em poeta morto, na época em que a escuridão era mais escura. Mas não, tornei-me vazio, no fim. Vazio de tudo. Roubado de mim. As coisas são mais práticas agora, mas sinto falta de pitadas de emoções, mesmo emoções tão negativas quanto as advindas da minha depressão. Agora, essa é sinônimo de cansaço mental e físico, mas não de reflexão.
Qual motivo incita a minha hora?
Se há o conhecimento dos defeitos, das falhas, talvez basta conhecer as relações intrínsecas entre cada ponto, para fechar o círculo, entendê-lo enfim. E será o bastante para mudar? A quanto tempo não exercito minha mente com questões profundas. Meu estilo perdeu-se ou se transformou, sendo que eu preferia o anterior, menos prático que este eu dos dias de hoje. O eu moribundo, que corria solto por entre as lágrimas a jorrar sangue dos cortes nos pulsos.
Este escondeu-se do mundo.
Por favor, volte depressa, pois somente à dor de tua existência confiaria a minha vida.
E aos teus braços, nesse instante, entregaria-me em deleite à doçura da morte.
Por que, eu, sempre impelido à mentira? Por que não sou bom o suficiente, sequer para amar?
Quem sou realmente? Essa capa de defeitos incômodos ou além disso há alguém digno de carregar um espírito? Dessa última afirmação, eu duvido da veracidade.
Quem sabe eu estou destinado a grandes coisas ou ao total fracasso, opção mais realista que a anterior?
De onde vem tanto sono, tanta preguiça? E esta inércia moral que me torna diferente de todos os outros. O que realmente impede-me de ser, satisfatoriamente, um ser humano?
Sou filho do homem, mas sinto-me afastado do mundo, impulsionado por desejos que jamais se concretizarão. Sou filho dessa vontade, que se realiza em si mesma, que se alegra no não-realizar-se. Dessa busca obcecada por motivos, por planos, e o prazer quase espiritual em vê-los frustrados ao primeiro impasse nas negociações com a minha ínfima força de vontade, somente por saber que, dessa maneira, haverá outros planos para sonhar, apenas, outros sonhos para frustrar. Sempre foi assim. E eternamente permanecerei a ver os barcos no horizonte, rumo ao leste e a felicidade a afastar-se do cais, levando consigo pedaços arrancados de meu coração.
Saudades da minha tristeza. Eu poderia ter me transformado em poeta morto, na época em que a escuridão era mais escura. Mas não, tornei-me vazio, no fim. Vazio de tudo. Roubado de mim. As coisas são mais práticas agora, mas sinto falta de pitadas de emoções, mesmo emoções tão negativas quanto as advindas da minha depressão. Agora, essa é sinônimo de cansaço mental e físico, mas não de reflexão.
Qual motivo incita a minha hora?
Se há o conhecimento dos defeitos, das falhas, talvez basta conhecer as relações intrínsecas entre cada ponto, para fechar o círculo, entendê-lo enfim. E será o bastante para mudar? A quanto tempo não exercito minha mente com questões profundas. Meu estilo perdeu-se ou se transformou, sendo que eu preferia o anterior, menos prático que este eu dos dias de hoje. O eu moribundo, que corria solto por entre as lágrimas a jorrar sangue dos cortes nos pulsos.
Este escondeu-se do mundo.
Por favor, volte depressa, pois somente à dor de tua existência confiaria a minha vida.
E aos teus braços, nesse instante, entregaria-me em deleite à doçura da morte.
Image credits: here

